Preceito básico

O bom vinho não é o que os críticos e os entendidos enaltecem, nem aquele que custa os olhos da cara, nem o que todos bebem. O bom vinho é aquele de que gostamos, o que conseguimos comprar e, principalmente, o que bebemos em boa companhia!


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Erasmo 2007 - decepção para uns, encanto para outros


A expectativa que temos em relação a algo altera nossa percepção. Alguns colegas blogueiros referiram uma certa decepção com relação a este vinho. Creio que pela alta expectativa que tinham antes de prová-lo. Vinho badalado, eleito o melhor tinto do Chile pela Descorchados, medalhão.
Acho que a expectativa gerou a decepção.
Eu, ao contrário, talvez já influenciado por essa mesma decepção dos colegas, abri este vinho sem muita expectativa, apenas curiosidade. E devo confessar que me encantei com o vinho.
Corte bordalês, com Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc, com maturação de 18 meses em barricas francesas e 12 em garrafa.
Cor rubi, sem sinais de evolução.
Aromas de média intensidade, que evoluiram muito bem com a aeração. Frutas negras, pimenta e toques mentolados dominantes. Madeira bem trabalhada e sem atravessar.
Na boca, bastante equilíbrio, taninos finos, prontos e de ótima qualidade, álcool sobrando um pouco e acidez vibrante, que deu vida ao vinho.
Final com boa persistência.
Apresenta uma elegância incomum para um vinho sulamericano.
Belo vinho, com preço justo (80 dilmas).
Já tomei vinho com o dobro do preço que não oferecia nem metade do que esse oferece.
Classificação LV: excelente.

Ibericos Crianza 2008 Rioja


Ultimamente tem sido difícil encontrar um espanhol numa faixa de preço mais acessível que apresente algo diferente, que fuja do lugar-comum.
Cor rubi escura, brilhante.
Aromas tímidos, com frutado leve e toques especiados e madeira.
Taninos rústicos, corpo médio, álcool sobrando, acidez média.
Final discreto, com leve amargor.
Não chega a ter defeitos, mas não é grande coisa.
Foi degustado na Fogo de Chão em São Paulo e mesmo assim não chegou a empolgar.
Classificação LV: bom (em parte pelo churrasco de primeira que o acompanhou).

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Salton Gamay 2012 - fujam deste vinho

Se virem esse vinho por aí, não se deixem influenciar pelo belo rótulo ou pela associação com o vinho francês que  ele tenta imitar.
Não gastem um centavo com ele. É bem ruim mesmo. Algo que se situa entre vinho e Fanta Uva.
Qualidade insuficiente para qualquer análise.
Imbebível, foi todo para o ralo.
Meu consolo é que eu não comprei - ganhei em uma promoção de um shopping.
Classificação LV : ruim.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Uma boa pedida em Sampa



Certamente vale a pena.
Um belo jantar na Cantina da Família Mancini.
Massa maravilhosa (comemos um espetacular tagliatelle ao ragu de mignon e funghi), ambiente acolhedor, ótimo atendimento e um somelier que atende com simplicidade e simpatia.
Recomendou este Chianti Poggio Salvi 2005, que, de tão bom, não nos deixou lamentar o preço.
Que bela noite!

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Fattoria dei Barbi Morellino di Scansano 2009




A Toscana possui uma diversidade vitivinícola digna de nota. São onze DOCG e simplesmente trinta e oito DOC. No meio dessa diversidade, uma peculiaridade: a sangiovese aparece como corpo de uma boa parte dessas denominações. Os italianos costumam brincar dizendo que eles produzem vários vinhos com a mesma uva. Nobile di Montepulciano,  Chianti,  Brunello de Montalcino,  Rosso de Montalcino e  Morellino di Scansano são exemplos de vinhos feitos com a sangiovese ou suas variantes. De qualquer forma, a sangiovese é a principal uva da Toscana e é perfeita para acompanhar a deliciosa culinária da bota.
O Morellino de Scansano é produzido com uvas Sangiovese no sul da Toscana e sua produção tem aumentado recentemente. A sangiovese (olha ela aí!) é utilizada num mínimo de 85%. Conseguiu DOCG em 14 de novembro de 2006; assim, a primeira safra DOCG é a de 2007. Em bons anos pode-se produzir o Riserva (envelhecimento mínimo de dois anos, sendo um em barricas).
Com relação a este vinho, é produzida pela tradicional Fattoria dei Barbi com Merlot e Sangiovese (85%). Cor vermelho rubi, com toques grená, bem translúcida. Aromas bem fechados inicialmente, mas que abriram um pouco depois de alguns tempo na taça (o que alías é bem marcante com vinhos da sangiovese). Frutado com toque tostado. Na boca, tem corpo leve/médio, certa rusticidade nos taninos, mas com um bom conjunto. Final breve, mas agradável.
Achei um vinho básico, mas certamente vai agradar. Deve ir bem com massas com molho vermelho.
Espero ainda outros exemplares dessa DOCG para me convencer de sua qualidade.
Classificação LV: bom.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Castello di Querceto Chianti Classico 2009

Mais um para a lista de italianos devidamente executados.
Este é de um produtor confiável, sediado na belíssima Greve in Chianti, que foi recentemente visitada por nós.
E posso garantir que não tem como se decepcionar.
Muita tipicidade.
É para tomar de olho fechado e dizer que é um Chianti Classico.
Aromas de qualidade, frutado e defumado.
Boca equilibradíssima, com bom volume, boa acidez e taninos com aquele toque de rusticidade que tanto encantam nos Chianti.
Final de boa persistência, muito agradável.
Tiro certo, não tem erro.
A não ser que não goste de um Chianti...

Classificação LV : muito bom.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Latitud 33 Chardonnay 2010


Ainda na linha custo-benefício, a linha Latitud da Bodegas Chandon é uma bela opção, especialmente o Chardonnay.
Fresco, simples e direto, desce muito fácil e a garrafa seca rapidamente.
Cor amarelo palha. Aromas cítricos e florais. Na boca, corpo leve, boa acidez e certa untuosidade. Final delicado, de média persistência.
Muito agradável. Acompanhou muito bem um risoto de camarão.
Indico.
Classificação LV: bom.
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