Preceito básico

O bom vinho não é o que os críticos e os entendidos enaltecem, nem aquele que custa os olhos da cara, nem o que todos bebem. O bom vinho é aquele de que gostamos, o que conseguimos comprar e, principalmente, o que bebemos em boa companhia!


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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Calyptra Pinot Noir Premium 2010


Já havia provado esse vinho em safra anterior.
De certa forma foi um tira-teima. E a primeira impressão se confirmou.
Um Pinot com pouca tipicidade, sem nada a acrescentar.
Cor rubi média, brilhante e translúcida.
Aromas de média intensidade, com presença de um frutado agradável, toques herbáceos e de pimenta.
Na boca o álcool sobrou, apesar de uma boa acidez. Taninos dóceis. Corpo médio. Algo adocicado.
Final de média duração, com álcool ainda bem presente.
Prová-lo depois do Fulvia foi covardia.

Classificação LV: regular.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Maycas del Limari Pinot Noir Reserva 2011


Taí um Pinot que vale a pena experimentar, especialmente para os amantes dessa uva, como eu.
Não é um vinhaço, mas agrada. Está bem acima da média dos Pinot sulamericanos que tenho tomado.
Aliás, essa vinícola tem surpreendido com alguns bons vinhos, notadamente o Syrah.
Cor rubi clássica, um pouco fechada para a uva.
Nariz com boa presença de fruta vermelha e também caramelo e cedro após algum tempo de taça.
Na boca mostrou classe, sem a pancadaria novo-mundista que não combina em nada com essa casta. Taninos finos, dóceis, boa acidez e álcool um pouquinho acima do desejável, mas sem comprometer.
Final agradável, típico, de média permanência.
Vale o cobrado (50 dilmas).
Classificação LV: bom.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Erasmo 2007 - decepção para uns, encanto para outros


A expectativa que temos em relação a algo altera nossa percepção. Alguns colegas blogueiros referiram uma certa decepção com relação a este vinho. Creio que pela alta expectativa que tinham antes de prová-lo. Vinho badalado, eleito o melhor tinto do Chile pela Descorchados, medalhão.
Acho que a expectativa gerou a decepção.
Eu, ao contrário, talvez já influenciado por essa mesma decepção dos colegas, abri este vinho sem muita expectativa, apenas curiosidade. E devo confessar que me encantei com o vinho.
Corte bordalês, com Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc, com maturação de 18 meses em barricas francesas e 12 em garrafa.
Cor rubi, sem sinais de evolução.
Aromas de média intensidade, que evoluiram muito bem com a aeração. Frutas negras, pimenta e toques mentolados dominantes. Madeira bem trabalhada e sem atravessar.
Na boca, bastante equilíbrio, taninos finos, prontos e de ótima qualidade, álcool sobrando um pouco e acidez vibrante, que deu vida ao vinho.
Final com boa persistência.
Apresenta uma elegância incomum para um vinho sulamericano.
Belo vinho, com preço justo (80 dilmas).
Já tomei vinho com o dobro do preço que não oferecia nem metade do que esse oferece.
Classificação LV: excelente.

sábado, 5 de maio de 2012

Montes Alpha Syrah 2007



Já havia algum tempo que eu estava planejando abrir este vinho de Aurelio Montes, que estava na adega há, pelo menos, uns dois anos.
A oportunidade surgiu quando resolvi fazer um bife de chorizo aqui em casa e resisti ao hábito de abrir um Malbec para acompanhá-lo.
Agradou e harmonizou bem.
Cor púrpura, escura e densa. Aromas explosivos de frutas negras (ameixa) ao abrir a garrafa, mas com algum tempo estabilizaram e apareceram notas de pimenta, couro, café e uma madeira bem marcante. Na boca, mostrou-se encorpado, com taninos maduros e prontos, de qualidade. Baixa acidez e álcool sobrando. Final longo.
Um típico chilenão novo-mundista.
Pra quem gosta do estilo é tiro certo.
Ando pouco afeito a este estilo ultimamente, mas nesta ocasião caiu muito bem.
Classificação LV: muito bom.

FICHA

Produtor: Viña Montes
País: Chile
Região: Vale de Colchagua
Tipo: Tinto
Corte: Syrah (90%), Cabernet Sauvignon (7%) e Viognier (3%)
Safra: 2007
Maturação: 12 meses em barricas de carvalho francês.
Temperatura de Serviço: 18 a 20ºC
Teor Alcoólico: 15% Vol.
Sugestão de Guarda: de 5 até 10 anos
Avaliações: 90 (WS) 90 (RP)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Aliwen Reserva Pinot Noir 2010


Entrada da vinícola Undurraga

Abrir esse vinho teve um sabor especial. Ele trouxe ótimas recordações da Viagem ao Chile e da visita que fizemos à vinícola Undurraga.

A visita foi marcada pela cordialidade e pelo caráter "caseiro" que o staff confere à propriedade, por sinal muito bonita.

Com relação ao vinho, apresenta cor rubi clara, translúcida. Aromas tímidos, predominando frutas vermelhas, principalmente cerejas. Na boca, tem corpo leve, boa acidez, taninos macios, álcool pouco perceptível e bastante frescor, com um toque adocicado no final. Final delicado, de curta permanência.

É um vinho simples, mas tem seu valor pelo frescor e delicadeza. Além disso, tem a maior qualidade que um Pinot pode ter: ser um Pinot. Acho que já disse isso em algum post, mas ando cansado de Pinots  muito carregados e pesadões, muito comuns no Novo Mundo. Esse parece Pinot mesmo.

Classificação LV: bom.

FICHA
Produtor: Undurraga
Tipo: Tinto
Região: Valle del Maipo
País: Chile
Safra: 2010
Uvas: Pinot Noir(100%).
Graduação Alcoólica: 13.7%
Temperatura de Serviço: 15ºC
Envelhecimento: 6 meses em barricas de carvalho francês e americano.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Pinot x Pinot


A Pinot Noir é, definitivamente, minha variedade preferida, não escondo. A sutileza e a complexidade desta casta são cativantes. Por isso sou exigente quando experimento uma PN.
Um dos critérios que uso para avaliar é se o vinho respeita as características da casta. Ou seja, quando você toma Pinot, tem que parecer Pinot. A idéia que faço da PN é, inevitavelmente, o padrão francês. Delicadeza, elegância, complexidade.
No Novo Mundo existe uma tendência de produzir uma PN que eu chamo de "globalizada", caracteristicamente moldada dentro de padrões standartizados - concentração, madeira, exuberância. Particularmente, acho que a Pinot sofre demais com isso.
Daí a idéia deste confronto. Comparar PNs do Novo mundo, obviamente produzidas dentro de uma mesma proposta (linhas intermediárias, preço acessível).

Calyptra Pinot Noir Premium 2004
Cor rubi escura, densa. Lágrimas notavelmente lentas. Nariz explosivo, com frutas vermelhas, caramelo, tostado e inesperadas notas mentoladas. Oloroso. Na boca, corpo médio, taninos finos e álcool sobrando. Final médio.
A Pinot chilena deixou a desejar.
Classificação LV: regular.


Newen Reserva Pinot Noir 2010
Cor de Pinot, clarinha, translúcida. Nariz com bom ataque, mas delicado, com frutas vermelhas (morango) notavelmente vivas, e alguma especiaria. Na boca, corpo leve, taninos finos e boa acidez. Final médio. A`Pinot patagônica mostrou tipicidade e agradou.
Classificação LV: bom.


O Newen foi claramente superior por um motivo bem simples: é Pinot que parece Pinot. Não é um vinho que impressiona, mas tem seus encantos de Pinot Noir, enquanto o Calyptra não se definiu.
Na batalha Pinot x Pinot, venceu a Pinot.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Casa Lapostolle Sauvignon Blanc 2009


Vinho simples, da linha básica da Casa Lapostolle ("Casa"), com proposta simples e que vai agradar se você não esperar muito dele.
Cor amarelo-palha bem clara e translúcida.
Aromas de média intensidade, predominando pera e maracujá.
Na boca, corpo leve, com alguma cremosidade, boa acidez e álcool correto. Final curto.
Achei que ficou faltando algo.
Não merece maiores comentários.
Classificação: bom

FICHA
Produtor: Casa Lapostolle
País: Chile
Região: Vale do Rapel
Safra: 2009
Tipo: Branco Seco
Uva: Sauvignon Blanc 90% e Sémillon 10%
Vinhedos: Vinhedo "Las Kuras", em Requinoa, na zona do Vale de Cachapoal, na sub-região do Vale de Rapel, na região do Vale Central. Colheita manual cedo de manhã para manter o máximo de frescor.
Vinificação: Todo o mosto macera inicialmente com as cascas, por 5-6 horas, para extrair mais características varietais. É fermentado em cubas de aço inoxidável, à 15-17ºC. Ele não é submetido à fermentação malolática.
Maturação: Segue-se uma maturação de 4 meses com as borras nas cubas de aço inox
Temperatura de Serviço: 11ºC
Teor Alcoólico: 13,5%

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Itália x Chile



Noite dessas houve outro embate.
De um lado novamente a Itália, representada pelo ilustre 0-Berto; de outro lado, o Chile, por mim representado.
A consagrada velha guarda italiana (Giacomo Finocchio Barolo Riserva 2003) versus a ousadia novo-mundista da enóloga Maria Luz Marin (Casa Marin Lo Abarca Hills Vineyard Pinot Noir 2005).
O barolo redondíssimo após boa aeração, com linda cor rubi com reflexos alaranjados mostrando sua maturidade. Na boca, grande equilíbrio, com taninos elegantes, álcool correto e bom corpo. A madeira dando coerência. Final bastante prolongado.Excelente.
O Pinot também show de bola, mas fugindo um pouco do esperado para a casta. Cor rubi escura, com corpo médio, taninos bem presentes. Complexo. Álcool a 15%, mas  não pareceu. Final classudo. Muito bom.
Jogaço.
Já nos acréscimos a Itália marcou e levou a melhor.
Mas quem ganhou mesmo fomos eu e o 0-Berto, que degustamos esses grandes vinhos.
Que venha o próximo duelo!

domingo, 21 de agosto de 2011

Marques de Casa Concha Syrah 2007


A Concha Y Toro designou a safra 2007 de "safra histórica".  As condições climáticas foram excelentes e parece que tudo deu certo por lá.
De fato, todos que já provei desta safra são muito bons (Carmenere, Merlot, Cabernet Sauvignon). Faltava o Syrah. E manteve um nível próximo dos outros. Acho que o Merlot está num nível um pouco acima e o Syrah, um pouco abaixo. Inclusive 2007 foi a primeira safra desta linha usando a Carmenere.
O "Casa" Syrah também é novo, com a primeira safra apresentada em 2005. Com 18 meses de barrica, é um corte de 92% de Syrah, 4 % de Carmenere, 3% de Cabernet Sauvignon e 1% de Cabernet Franc.
Na taça, mostrou cor rubi escura, densa. Aromas potentes com muita fruta e madeira, com predomínio da primeira, destacando-se ameixas. Na boca é encorpado, com boa acidez, taninos firmes, mas educados. Álcool passando um pouco do ideal, mas sem comprometer. Final longo, fechando na madeira. Classificação: bom.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Santa Alvara Carmenere 2010


Bem agradável este Carmenere, de uma linha básica da Casa Lapostolle, cultuada vinícola chilena, produtora do badalado Clos Apalta. Esta vinícola tem mantido uma bela consistência em seus caldos e tem outros rótulos muito bons, como o Cuveé Alexandre (tenho um na adega e futuramente será postado aqui).  
Este vinho foi apresentado pelo parceiro Mário Henrique e agradou, principalmente se levado em consideração seu preço (23 dilmas na Mistral). Cor violácea translúcida, com lágrimas finas. Nariz um pouco tímido, mas agradável, com frutado leve e toque herbáceo. Madeira fininha. Na boca apresentou-se com bom equilíbrio, corpo leve para médio, taninos macios e baixa acidez. Final médio, redondo. Ótimo vinho para o dia a dia. Vinho jovem para ser bebido logo.
Classificação: bom.
FICHA
Produtor:
Casa Lapostolle

País: Chile
Região: Vale do Rapel
Safra: 2010
Tipo: Tinto
Uva: Carmenere
Maturação: Em barricas de carvalho francês (sem informações adicionais)
Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC
Teor Alcoólico: 13,5%
Guarda: até 5 anos

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Casa Silva Gran Reserva Los Lingues Cabernet Sauvignon 2008


Desculpem-me a heresia, mas eu sempre achei a Cabernet Sauvignon uma uva "mais ou menos".
Eu sei, falar isso da famosa e onipresente CS soa mal.
Pode ser que eu mude, uma vez que gosto e preferências estão sempre mudando, principalmente em se tratando de vinhos, mas acho a CS meio monótona. As outras variedades estão sempre me surpreendendo, o que não acontece com a CS.
Agora, para blends acho a CS fantástica. Dá estrutura, dá caráter. A personalidade e os encantos ficam para os outros componentes do corte.
Minhas preferencias? Em ordem: Pinot Noir, Malbec e Tempranillo.
Mas, falando sobre o vinho, veio mais uma vez confirmar o que acabo de falar.
Vinho bonzinho, corretinho, bem feitinho, sem defeitinho, mas faltou algum encantinho.
Cor rubi escura violácea, pouco transparente.
Aromas intensos, com um bom ataque de fruta (cereja e ameixa), seguida de tostado e madeira bem colocada.
Na boca é equilibrado, com taninos redondos e álcool pouco pronunciado. Podia ter um pouco mais de acidez.
Retrogosto confirmando o nariz, de média persistência, com discreto amargor.
Melhora sensivelmente com a aeração.
Deixou a impressão de faltar um algo a mais. Mas é um CS, não é?
Classificação : bom.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Carmen Late Harvest Moscatel 2007 # CBE

Mais um vinho degustado para a Confraria Brasileira de Enoblogs.
A diretriz desse mês: vinho branco doce até 100 reais.
Confesso que vinhos de sobremesa só recentemente passaram a fazer parte de minha adega, o que me faz meio inexperiente no assunto.
Mas a cada experiência, aumenta meu encanto com esses vinhos.


Este Carmen Late Harvest Moscatel 2007 apresentou-se numa charmosa garrafa, com rótulo também bonito. Na taça, mostrou uma linda cor amarela, profunda, translucida, com poucas lágrimas. Denso. Aromas tímidos, com toque cítrico leve e presença predominante de mel. Na boca tem bom corpo, mas a doçura é muito pronunciada, não contrabalançada pela acidez, que é baixa. Final médio.
Achei um pouco enjoativo.
Inevitável não comparar com o último branco doce que provei (veja), certamente bem superior a esse.
Preço médio: 45 reais.



FICHA

Produtor: Viña Carmen
País: Chile
Região: Vale de Limari
Safra: 2007
Tipo: Branco Doce
Volume: 500 ml
Uva: Moscatel (100%)
Vinhedos: Vinhedos da região de Limarí. Rendimento limitado. Colheita manual.
Vinificação: Prensagem delicada. Fermentação longa (30 dias) em cuba de aço inoxidável com controle de temperatura.
Maturação: Nenhum uso de barrica.
Temperatura de Serviço: 7 a 9º C
Teor Alcoólico: 13% Vol.
Sugestão de Guarda: de 5 até 10 anos

domingo, 8 de maio de 2011

Santa Carolina Reservado Carmenére 2010

Dia das mães.
Almoção num bom restaurante com a patroa e os meninos.
Escolho o prato - um belo medalhão (e realmente estava uma delícia).
Agora, o vinho.
A carta estava tão boa que o vinho que pareceu atrapalhar menos o prato foi um Santa Carolina Reservado Carmenere 2010!
A questão desses reservados já foi postada aqui.
A safra 2010 no Chile foi desastrosa. Com o terremoto, tudo parou, inclusive a vitivinicultura. Colheita fora da época, atrasos, dificuldades no manejo da produção, etc.
O vinho, como já esperava, era um verdadeiro terremoto. Quase aterrou o prato.
Cor rubi claro, transparente. Quase sem aromas, com um frutadinho magrelo e um toque herbáceo.
Na boca é raquítico, ralinho, taninos desnutridos, álcool na medida (para o vinho). 
Final curtinho, também com toque herbáceo.
Tudo "inho".
Conclusão : vinhozinho.
Classificação : regular(zinho).
Pelo menos não foi caro...
...foi carinho.

Marques de Casa Concha Merlot 2007

Tem dias em que você quer tomar um bom vinho e não está disposto a decepções. Você simplesmente não quer arriscar no desconhecido. Apenas relaxar e aproveitar. Nessa hora você tem abrir aquelas figurinhas carimbadas, que você sabe que vão fazer bonito.
Foi assim nessa sexta feira. Final do dia após muito trabalho, final de semana pela frente, jantarzinho caseiro com a patroa. O tiro tem que ser certeiro.
Não tive dúvida. Abri logo esse Marques que comprei não própria Concha y Toro, em viagem recente pelo Chile. E o marques, com toda fidalguia própria de um nobre, fez sua parte.
Cor púrpura profunda, quase impenetrável. Nariz poderoso, inicialmente com frutas escuras, ameixa, depois tabaco e uma madeira adocicada muito bem colocada. Na boca mostrou muito equilíbrio, tudo muito legalzinho. Taninos macios, álcool discreto e uma acidez que deu um toque a mais. Final longo e delicioso.
Mais um daqueles exemplares que sofrem de evaporação instantânea. Foi embora rapidinho.
Tem um kung fuzinho básico, mas de qualidade e sem atravessar.
A safra (2007) é considerada pela vinícola como uma safra especial ("cosecha historica", como se vê no rótulo).
Classificação: excelente.

FICHA

Produtor: Concha y Toro
Tipo: Tinto - Merlot
Região: Valle de Rapel
País: Chile
Uvas: Merlot(100%)
Safra: 2007
Graduação Alcoólica: 14.5%
Temperatura de Serviço: 16ºC
Envelhecimento: 18 meses em barricas de carvalho francês(36% em barricas novas e 64% em barricas de 2º uso).
Safra: 2007
Estimativa de Guarda: 5 ano(s)
Avaliações: Robert Parker : 90

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Peñalolen Azul 2008

Esse vinho foi adquirido no Cadeg, em Benfica, no Rio de Janeiro.
Comprei-o para experimentar algo da tão falada Viña Quebrada de Macul, uma espécie vinícola "cult" chilena, que fez seu nome em cima de seu top, o Domus Aurea, vinho que andou fazendo estrago e ganhando prêmios por aí.
E a verdade é que, se a vinícola dependesse desse vinho para deslanchar, talvez ficasse mal das pernas.
Tudo bem que Peñalolen é a linha de entrada, mas este Azul foi recentemente lançado com certa pompa.
Não achei nada de mais.
Cor púrpura escura, impenetrável. No nariz é interessante, com um frutado leve, madeira discreta e eucalipto bem marcante. Na verdade, marcante demais, dominando a cena e não deixando espaço para uma maior complexidade. Na boca, mostrou taninos um pouco agressivos, com álcool saliente e manteve o domínio do mentol, o que não agradou (gosto pessoal). Final de boca longo, com algum amargor.
O vinho é bonzinho, tem um toque exótico e tal, mas deixou a impressão que falta algo.
De qualquer forma, não é um vinho fácil de entender.
Espero que o outro vinho que comprei da mesma vinícola seja melhor ( comprei um Alba de Domus).
Classificação: estou na dúvida entre regular e bom, mas acho que fico com bom.


Obs.: O rótulo é bem interessante, com uma cabeça de cerâmica azul.


Veja o que o enólogo diz:
En cuanto al nombre, ha sido elegido por el artista (acuérdate que le queríamos llamarlo Blue inicialmente y Benjamin Lira prefería ponerle Azul). Al final, creo que tenía razón. De hecho, el artista siempre tiene la razón. 
Porque el nombre Azul, creo que la repuesta es bien obvia. Sino que el Azul es algo superior. No solo en la epoca de los reyes, donde el azul era el color de la virgen Maria y simbolo de majestad. Abundante en el mar y el cielo, el pigmento Azul es muy escaso. Difficil de fabricar, el Azul ha sido por mucho tiempo un color de nobleza y lujo.
El Azul simbolisa el infinito, divino y spiritual. Podemos extender mucho mas, como lo veras.
Porque esta escultura? Una cerámica es antiguamente utilitaria, como un vaso en el cual le ponemos algo adentro. Una cabeza de cerámica, vacía adentro, es justamente para ponerle ideas adentro. Es obviamente muy alineado con la filosofía de Peñalolen en hacer sus vinos, que de encontrar nuevas ideas para producir mejor. Peñalolen siempre tendrá como símbolo una cerámica, y porque del vino se trata de hombres, el hombre será el soporte. 

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Casillero del Diablo Reserva Shiraz 2009

A Concha y Toro, sem dúvida, é uma das maiores empresas vitivinícolas do mundo, um verdadeiro império que se alarga a cada dia.
E o carro-chefe é a linha Casillero del Diablo. E a empresa investe na marca.
O sucesso deve-se parte a uma boa estratégia de marketing e parte a uma boa qualidade do produto, com excelente custo-benefício.A propria visita à vinicola em Santiago tem como ponto central a mítica estória do surgimento da famosa lenda.
O fato é que é dificil se decepcionar com este vinho. Boa escolha para o dia-a-dia.           
A garrafa é bonita, com detalhes personalizados da linha Casillero.
O vinho mostra cor púrpura, brilhante e translúcida, com lágrimas finas, abundantes e lentas.
Aroma intenso, com frutas vermelhas, madeira bem presente e pimenta do reino de fundo.
Na boca mostra corpo médio, confirma o nariz e tem taninos domesticados. Álcool a 13,5%, porém parece mais e chega a incomodar um pouco. Final longo.
Não é um vinhaço, nem achei que fosse. Mas agradou, apesar do Kung fu.
Preço médio: 35 reais.
Classificação: bom.

FICHA

Produtor: Concha y Toro
Tipo: Tinto
Região: Valle Central
País: Chile
Uvas: Shiraz.
Safra: 2009
Temperatura de Serviço: 16ºC
Envelhecimento: 8 meses em barricas de carvalho americano.
Diretrizes Enogastronômicas: Carnes e aves de caça grelhados, pratos a base de cordeiro.
Safra: 2009
Estimativa de Guarda: 4 anos

segunda-feira, 7 de março de 2011

Tarapaca Gran Reserva Etiqueta Negra Cabernet Sauvignon 2008

Este vinho é considerado pela própria vinícola como seu melhor Cabernet Sauvignon.
De fato, é um vinhaço. Bem produzido, garrafa, etiqueta e rolha bonitas, tudo e tal.
Aromas intensos, com fruta madura e madeira bem mesclados e notas de especiarias. Na boca tem bom corpo e taninos macios, quase aveludados e os 14,5 % de álcool não são percebidos.
Final longo e delicioso, convidando ao próximo gole.
Pra quem gosta do estilão chilenaço, é barbada, não tem erro.
Preço de mercado: 80-90 reais.
Comprei por 22 dolares no free shop de Santiago.
Classificação: muito bom.





FICHA

Produtor: Viña Tarapaca
Tipo: Tinto
Região: Vale del Maipo
País: Chile
Safra: 2008
Uvas/corte: 81% Cabernet Sauvignon; 5% Cabernet Franc; 9% Petit Verdot; 5% Syrah
Graduação Alcoólica: 14,5%
Temperatura de Serviço: 16-18ºC
Envelhecimento: 14 meses em barricas de carvalho francês e americano
Teor alcoolico: 14,5%
Harmonização: Carnes vermelhas assadas e grelhadas, massas com molhos ricos e queijos;

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Canepa Gran Reserva Finísimo Sauvignon Blanc 2010




Esse foi adquirido pelo clube W, da Wine.
Cor amarelo palha bem claro, bastante translúcido. Aromas de média intensidade, bem agradáveis, lembrando frutas cítricas. Na boca mostra bastante frescor, bom equilíbrio, acidez no ponto. Final floral e de média persistência.
Gostei bastante, mas acho caro para o que oferece (65 reais na Wine).
Classificação: bom.





FICHA

Produtor: Viña Canepa
Tipo: Branco - Sauvignon Blanc
Região: Valle de Casablanca
País: Chile
Uvas: Sauvignon Blanc(100%)
Safra: 2010
Temperatura de Serviço: 8ºC
Envelhecimento: 5 meses em tanques de aço inoxidável.
Diretrizes Enogastronômicas: Sopa de mariscos; Ravioli de caranguejo fresco; Queijos de cabra; Atum grelhado.
Estimativa de Guarda: 4 ano(s)

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Canepa Finísimo Cabernet Sauvignon 2008

Esse foi adquirido pelo clube W, da Wine. Aliás, recomendo o Clube W a todos. As seleções tem valido a pena, por um preço razoável. A Canepa, tradicional vinicola chilena, produz as seguintes linhas: Clássico (linha de entrada), Novísimo (varietal), Reserva Privada , Finísimo (super premium) e Genovino (ultra premium), além de vinho ícone Magnificum.
De fato, o vinho é de qualidade inquestionável. Cor rubi escura, opaca, denso na taça, com abundantes lágrimas, finas e lentas. Aromas intensos, complexos, inicialmente com fruta madura, cereja e framboesa, passando por toques de tostado e chocolate, e depois, madeira. Na boca confirmou o nariz, sempre bem intenso, com taninos bastante macios, bem equilibrado, com corpo médio. Final persistente.
Um vinho bem tradicional, bem feito.
Classificação: muito bom.

FICHA

Produtor: Viña Canepa
Tipo: Tinto
Região: Valle de Colchagua
País: Chile
Safra: 2008
Uvas/Corte: Cabernet Sauvignon(85%) e Syrah(15%).
Temperatura de Serviço: 16ºC
Envelhecimento: 12 meses em barricas de carvalho francês.
Diretrizes Enogastronômicas: Carré de cordeiro com geléia de hortelã; Carnes vermelhas na parrilla.
Safra: 2008
Estimativa de Guarda: 5 ano(s)
Avaliações: Descorchados: 90

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Confraria III - Toro D'Oro

A última quinta foi mais uma noite de reunião enogastronômica da Confraria Amigos de São Lourenço.
A cozinha desta vez ficou por conta do Samuel, com direito a show pirotécnico.

Lampejos piromaníacos a parte, o rango foi de primeira.


Lá pelas tantas chegaram os bikers em trajes de gosto duvidável.

Mas vamos ao que interessa - os vinhos.
Esta noite tivemos uma degustação de vinhos da linha Toro d'Oro, da Viña Requingua, do Vale de Curicó, Chile.


Toro D'Oro Reserva Sauvignon Blanc 2009
Cor amarelo palha clara, brilhante. Aromas discretos, cítricos. Corpo leve, sem muita complexidade, mas com acidez gostosa. Desceu fácil. As mulheres gostarm muito, com exceção da Carla, que parece ter um gosto mais "masculino".
Classificação: bom.






Toro D'Oro Reserva Chardonnay 2009
Cor amarelo citrino, bonita e reluzente. Aromas de média intensidade, com maça verde e notas florais. Na boca, deixa impressão de frescor, com acidez refrescante, com tom floral acentuado. Final curto, mas agradável.
É um vinho "bonzinho".
Classificação: bom.





Toro D'Oro Gran Reserva Carmenere/Cabernet Sauvignon 2009
Para a maioria dos confrades, a estrela da noite. Agradou muito. Cor rubi escura, brilhante, com lágrimas abundantes, finas e lentas. Aromas intensos,  com cereja e baunilha. Madeira presente, deixando uma impressão de untuosidade no nariz. Na boca, taninos ainda um pouco agressivos, mas sem incomodar. Bem equilibrado, acidez e álcool redondinhos. Final longo.
Classificação: muito bom.





Toro D'Oro Gran Reserva Syrah/Cabernet Sauvignon 2008
O vinho é bom, bem equilibrado e tal, mas deixou a desejar frente ao vinho anterior. Como não ofereceu nada a mais que ele, não nos pareceu uma boa compra em se encontrando o corte com Carmenere, que tem o mesmo preço (30 reais).
Classificação: bom.



Toro D'Oro Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2008
Um vinho bem interessante. Apesar de manjada Cabernet, fugiu um pouco da receita fruta+madeira, investindo em um vinho mais fresco, frutado e com uma acidez um pouco mais acentuada que encontramos geralmente com esta uva. A madeira não foi a estrela, apenas um adjuvante para amaciar os taninos. Um CS bem gastronômico. Uma delícia. O consenso geral dos confrades foi de eleger o corte Carmenere/CS como o melhor da noite. Eu preferi este.
Classificação: muito bom.

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