Preceito básico

O bom vinho não é o que os críticos e os entendidos enaltecem, nem aquele que custa os olhos da cara, nem o que todos bebem. O bom vinho é aquele de que gostamos, o que conseguimos comprar e, principalmente, o que bebemos em boa companhia!


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Mendoza - para entrar no clima de novo

Amanhã o Leigo Vinho embarca em mais uma incursão rumo a Mendoza.
Para entrar no clima, um toque do gênio Piazolla.



Hasta luego.

sábado, 5 de maio de 2012

Montes Alpha Syrah 2007



Já havia algum tempo que eu estava planejando abrir este vinho de Aurelio Montes, que estava na adega há, pelo menos, uns dois anos.
A oportunidade surgiu quando resolvi fazer um bife de chorizo aqui em casa e resisti ao hábito de abrir um Malbec para acompanhá-lo.
Agradou e harmonizou bem.
Cor púrpura, escura e densa. Aromas explosivos de frutas negras (ameixa) ao abrir a garrafa, mas com algum tempo estabilizaram e apareceram notas de pimenta, couro, café e uma madeira bem marcante. Na boca, mostrou-se encorpado, com taninos maduros e prontos, de qualidade. Baixa acidez e álcool sobrando. Final longo.
Um típico chilenão novo-mundista.
Pra quem gosta do estilo é tiro certo.
Ando pouco afeito a este estilo ultimamente, mas nesta ocasião caiu muito bem.
Classificação LV: muito bom.

FICHA

Produtor: Viña Montes
País: Chile
Região: Vale de Colchagua
Tipo: Tinto
Corte: Syrah (90%), Cabernet Sauvignon (7%) e Viognier (3%)
Safra: 2007
Maturação: 12 meses em barricas de carvalho francês.
Temperatura de Serviço: 18 a 20ºC
Teor Alcoólico: 15% Vol.
Sugestão de Guarda: de 5 até 10 anos
Avaliações: 90 (WS) 90 (RP)

terça-feira, 1 de maio de 2012

Poggio alla Sala - Vino Nobile de Montepulciano - 2008


Mais um vinho italiano degustado e mais uma grande satisfação.
Esse é um belo exemplo de Nobile de Montepulciano, produzido pela famosa Família Gatavecchi, que inclusive já teve um vinho comentado aqui.
Como sabido, os "Nobile" são produzidos a partir de um clone da Sangiovese, a Prugnolo gentile. Aliás, é impressionante o perfil multifacetário que essa uva nos proporciona. Produz, em solo italiano, uma variedade de vinhos bastante distintos, desde os Chianti até os grandes Brunellos (Sangiovese Grosso), passando pelos Nobile de Montepulciano, sem falar de outros.
Esse eu comprei diretamente na fonte, em recente viagem à Itália, com passagem por Montepulciano, que, diga-se de passagem, é uma cidade maravilhosa.


Falando do vinho, apresentou uma bela cor rubi, sem sinais de evolução ainda. Translúcidos e abundante em lágrimas finas. Aromas marcantes, com frutas negras, especiarias e madeira discreta. Na boca, corpo médio, taninos finos acidez na medida, com muito equilíbrio. Final de média permanência, ressaltando o belo conjunto.
Mais um caso de evaporação instantânea, deixando o desejo de que fosse uma magnum.
Paguei 14 euros e não achei para venda aqui no Brasil, mas não ouso imaginar o preço que teria.
Classificação LV: muito bom.


segunda-feira, 9 de abril de 2012

Quinta do Alqueve 2 Worlds Reserva 2004

Falar que o vinho não é bom não é verdade, mas não é lá essas coisas.
A proposta seria de um vinho que fizesse uma dobradinha novo e velho mundo (Cabernet Sauvignon e Touriga Nacional). Tendeu mais para o novo mundo (talvez por uma questão mercadológica) e fez o vinho perder identidade.
Cor rubi-violácea, escura e pouco translúcida. Aromas intensos, inicialmente com frutas vermelhas. Com algum tempo de taça, especiarias e madeira em demasia. Na boca tem corpo médio, taninos macios, com certa doçura. Álcool e acidez apenas corretos. Final de média duração.
Tem arestas e falta identidade.
A primeira taça desce bem, depois fica meio enjoativo. Apesar de ser razoavelmente bom, não compro de novo.
Classificação LV: bom.

domingo, 8 de abril de 2012

Rocca delle Macie Chianti Classico Riserva 2007



Este eu comprei direto na fonte, em recente viagem à Toscana. Grande viagem, diga-se de passagem.
Os Chianti são mesmo apaixonantes e têm um toque próprio e inconfundível.
Este mostrou cor rubi médio, com alguma translucidez. Aromas de boa intensidade, com frutas vermelhas, alguma madeira e um defumado característico. Na boca bem equilibrado, corpo médio, taninos bem formados, ainda um pouco rústicos, álccol na medida e ótima acidez. Final médio, frutado.
Não tem grande complexidade, mas é cativante. Trouxe ótimas recordações.

Classificação LV: muito bom.

sábado, 7 de abril de 2012

Margaux Private Reserve 2008



Este eu ganhei da amiga Rita. Eu esperava guardá-lo mais um pouco, mas não resisti. E agradou bastante. Chamou atenção pelo grande equilíbrio e maciez.

Cor rubi com reflexos violáceos, não demonstrando sinais de evolução. Inicialmente mostrou aromas de média intensidade, com bom ataque frutado (frutas vermelhas). Com algum tempo de taça, apareceram uma madeira discreta e bem integrada, baunilha e um toque herbáceo. Na boca é que mostrou sua qualidade, com corpo médio, taninos de ótima qualidade, finos e prontos, boa acidez e álcool na medida. Final de média permanência, suculento.
Belo vinho. Classudo.

Classificação LV: muito bom. 

FICHA

Produtor: Schröder & Schÿler
País: França
Região: Bordeaux
Safra: 2008
Tipo: Tinto
Uva: Cabernet Sauvignon (40%), Merlot (30%), Cabernet Franc (20%) e Petit Verdot (10%)
Vinhedos: Vinhedos localizados na area de AOC Margaux. Rendimento limitado a menos de 35hl/ha. Colheita manual.
Vinificação: Vinificação en tanque aberto com controle de temperatura.
Maturação: Maturação em barrica de carvalho de primeiro e segundo uso entre 12 e 15 meses.
Temperatura de Serviço: 18 a 20ºC
Teor Alcoólico: 12,5%
Sugestão de Guarda: de 5 até 10 anos

quinta-feira, 5 de abril de 2012

CADEG - surpresa agradável

O amigo Estevão nos brindou com este post sobre sua recente visita ao Cadeg.

"Num despretensioso final de semana, resolvi seguir o conselho de nosso orientador “VITIVINÍCOLO” (Leigo Vinho). Como eu iria ao Encontro Carioca de Cirurgia Vascular, no Rio de Janeiro, resolvemos passar pelo bendito CADEG (Centro de Abastecimento do Estado da Guanabara), numa quinta–feira.
Localizado no bairro de Benfica, próximo ao campo do Vasco da Gama, sua fundação iniciou por volta de 1932. Após várias tentativas e por insatisfação dos comerciantes da então Capital do Brasil, resolveu-se, em assembléia, criar a associação que o efetivaria em 1955. Após compra de prédio da antiga fábrica de cigarros foi inaugurado na rua Capitão Félix.
Fácil de achar, penso que todos que curtem gastronomia e apreciam bons vinhos precisam dar uma checada. O mercado CADEG é um exemplo vivo do que podemos chamar de intensa movimentação de trabalho. O mercado é um gigantesco galpão que comercializa frutas, legumes, verduras, vinhos, flores e outras plantas.
Indo ao que interessa: encontramos o mercado fácil, fácil, e mais ainda o restaurante  indicado, o BARSA.

Prato escolhido: o seu carro chefe, o Bacalhau do Rei. Vinho escolhido: Alvarinho “Deu La Deu”. Tudo igualzinho ao que nos indicou o "chefe". Não deu outra, quero voltar lá. Bom demais...

Vinho português verde branco, de cor citrina clara, bem frutado, encorpado e com paladar excepcional. Caiu muito bem. Refrescante. Valeu seu preço (R$ 76).
Saímos de lá satisfeitíssimos, certo de que o Cadeg se tornou referência. Mais uma, para nós que adoramos ir à cidade maravilhosa.
O único ponto negativo do CADEG é ser próximo ao Vasco da Gama. Tirando este defeito podem ir que valerá a pena."




Estevão .


Estevão, meu parceiro, tava indo bem até falar do Vascão...

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