A linha Classic (linha de entrada) da tradicional Viña Carmen é aclamada como um exemplo de excelente custo/benefício. De fato, custa algo em torno dos 30 reais, mas sua degustação não me deixou tão certo de seu custo/benefício.
Sua cor é de um rubi violáceo escuro, não muito translúcido. Denso em sua movimentação na taça, com lágrima lentas. Aromas de média intensidade, agradáveis, com frutas vermelhas e pimenta do reino. Corpo médio, com taninos salientes, e acidez abaixo do desejável. Retrogosto frutado, alcóolico. Final persistente, com certo amargor residual.
É um bom vinho,mas melhoraria com taninos mais redondos e um pouco mais de acidez. Acho que ganharia com uma guarda curta para arredondar seus taninos, mas não se pode esperar muito mais desse vinho. Como disse não acho um excelente custo/benefício, conforme dizem. Acho que nesta categoria de preço existem melhores opções.
Tomaria de novo, mas sem ter que comprá-lo.
Classificação : bom.
FICHA
Produtor: Viña Carmen
País: Chile
Região: Vale do Rapel
Safra: 2009
Tipo: Tinto
Uva/corte: Merlot(85%) Cabernet Sauvignon (15%)
Vinhedos: Vinhedos localizados no vale do Rapel. Rendimento limitado.
Vinificação: Depois uma colheita manual, as uvas ficam em contato com as cascas por 6 dias à 2°C (maceração a frio). A fermentação alcoólica acontece em cubas de aço inoxidável, com temperatura controlada a 24-25°C.
Maturação: 30% do vinho é maturado em barricas de carvalho francês e americano por 6 meses
Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC
Teor Alcoólico: 13,5%
Sugestão de Guarda: Pronto para consumo
Combinações: Carnes e massas.
Preceito básico
O bom vinho não é o que os críticos e os entendidos enaltecem, nem aquele que custa os olhos da cara, nem o que todos bebem. O bom vinho é aquele de que gostamos, o que conseguimos comprar e, principalmente, o que bebemos em boa companhia!
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Casa Marin Lo Abarca Pinot Noir 2009
A Pinot Noir é uma das uvas mais complexas do mundo do vinho. Manuseá-la nas vinhas exige muito trabalho. Considerada a grande uva da Borgonha, a Pinot Noir é uma variedade extremamente delicada, bastante susceptível a variações climáticas e é particularmente frágil em seu manuseio pós-colheita, uma vez que sua casca se rompe facilmente. Além disso, há que se fazer uma rigorosa seleção clonal, pois o plantio do clone errado em locais não adequados podem gerar vinhos pobres e insípidos. Na produção de tintos, ela dificilmente é misturada com outras uvas, geralmente é usada em varietais. Os vinhos tintos a base da Pinot Noir são mágicos, sensuais, especiais, com uma cor pálida, taninos macios e com uma delicadeza e uma doçura peculiares. Ao contrário da Cabernet Sauvignon, que produz tintos encorpados, a Pinot Noir mostra elegância, taninos mais comportados e pigmentos em menor quantidade. Além de grandes tintos da Borgonha a Pinot Noir entra no corte dos famosos Champagnes. Infelizmente os preços dos raríssimos Grand Cru da Borgonha são quase impeditivos para nós, pobres mortais. Mas existem outras partes do mundo que produzem vinhos com esta uva muito interessantes, como os Estados Unidos (principalmente Califórnia e Oregon), a Nova Zelândia, o Chile (com ênfase para os Vale de Santo Antônio, Casablanca e Limarí) e, recentemente, a Argentina (Mendoza e Rio Negro-Patagônia). Referência: assista ao filme Sideways.
Pois bem, foi degustado esse Casa Marin Lo Abarca Pinot Noir 2009.
Fiquei bastante impressionado com este vinho!
Cor rubi pálido, translúcido, bastante fluido na taça, lágrimas finas e ágeis. Aromas de média intensidade, bastante agradáveis, delicados, frutados, algo florais. Convidam insistentemente ao primeiro gole. Já o primeiro gole convida a outros tantos. Na boca corpo médio, com uma personalidade marcante, adocicado num primeiro momento, com a cidez bastante presente sobresaindo num segundo momento. Taninos leves, mas bem equilibrados dentro do contexto do vinho. Nenhuma madeira, apenas a expressão da uva. Final persistente e frutado.É um vinho com um objetivo, franco em sua proposta e agrada demais. Altamente recomendado, ainda mais se considerarmos o preço ( na Wine 41 reais; para membros do Clube W, 35).
Classificação: excelente.
FICHA
Cor rubi pálido, translúcido, bastante fluido na taça, lágrimas finas e ágeis. Aromas de média intensidade, bastante agradáveis, delicados, frutados, algo florais. Convidam insistentemente ao primeiro gole. Já o primeiro gole convida a outros tantos. Na boca corpo médio, com uma personalidade marcante, adocicado num primeiro momento, com a cidez bastante presente sobresaindo num segundo momento. Taninos leves, mas bem equilibrados dentro do contexto do vinho. Nenhuma madeira, apenas a expressão da uva. Final persistente e frutado.É um vinho com um objetivo, franco em sua proposta e agrada demais. Altamente recomendado, ainda mais se considerarmos o preço ( na Wine 41 reais; para membros do Clube W, 35).
Classificação: excelente.
FICHA
Produtor: Casa Marin
Tipo: tinto
Safra: 2009
Uvas/corte: Pinot Noir (100%)
Região: San Antonio
País: Chile
Graduação alcoólica: 14%
Temp. de serviço: 14º
Envelhecimento: em aço inox
Diretrizes enogastronômicas: salmão grelhado com cogumelos ou aves
Avaliações:
Robert Parker: 92 (06)
Wine Spectator: 88 (04)
Descorchados: 91 (04)
Casa Silva Reserva Cabernet Sauvignon 2008
Segunda-feira.
Noite despretenciosa, na presença de amigos, jogando conversa fora, tomando um bom vinho e petiscando. Tem algo melhor? Assim foi esta segundona.
Presentes: Eliane, Rafael (quando não estava no telefone) e o já parceiro do blog Zé Roberto.
Degustados: Catena Malbec 2008 e Casa Silva Reserva Cabernet Sauvignon 2008.
Este Cabernet, produto da tradicional vinícola chilena Casa Silva, mostrou bonita cor rubi profundo, aromas de média intensidade, com frutas vermelhas e marcantes notas vegetais. Corpo médio, com certa complexidade, mostrando taninos ásperos, e baixa acidez. Apesar de ter passagem breve pela madeira, ela não se expressa. Final de média persistência.
Agradou, mas foi ofuscado pelo Catena Malbec que o precedeu, sem dúvida bem melhor.
Classificação : bom.
Noite despretenciosa, na presença de amigos, jogando conversa fora, tomando um bom vinho e petiscando. Tem algo melhor? Assim foi esta segundona.
Presentes: Eliane, Rafael (quando não estava no telefone) e o já parceiro do blog Zé Roberto.
Degustados: Catena Malbec 2008 e Casa Silva Reserva Cabernet Sauvignon 2008.
Este Cabernet, produto da tradicional vinícola chilena Casa Silva, mostrou bonita cor rubi profundo, aromas de média intensidade, com frutas vermelhas e marcantes notas vegetais. Corpo médio, com certa complexidade, mostrando taninos ásperos, e baixa acidez. Apesar de ter passagem breve pela madeira, ela não se expressa. Final de média persistência.
Agradou, mas foi ofuscado pelo Catena Malbec que o precedeu, sem dúvida bem melhor.

Classificação : bom.
FICHA
Produtor: Casa Silva
País: Chile
Região: Vale de Colchágua
Safra : 2008
Uva/corte: 100% Cabernet Sauvignon
Teor alcoólico: 14%
Teor de açúcar: 3,39g/l
Vinificação: as uvas são selecionadas antes do processo de maceração. A pré-fermentação ocorre por 6 dias com temperatura constante de 6ºC. A fermentação alcoólica se dá em tanques de aço inoxidável durante 17 dias entre 28ºC e 30ºC.
Envelhecimento: 50% de todo o vinho é envelhecido em barris de carvalho francês durante 8 meses.
Avaliações:
Wine Spectator : 82 (06), 86 (07)
Robert Parker : 88 (07)
Produtor: Casa Silva
País: Chile
Região: Vale de Colchágua
Safra : 2008
Uva/corte: 100% Cabernet Sauvignon
Teor alcoólico: 14%
Teor de açúcar: 3,39g/l
Vinificação: as uvas são selecionadas antes do processo de maceração. A pré-fermentação ocorre por 6 dias com temperatura constante de 6ºC. A fermentação alcoólica se dá em tanques de aço inoxidável durante 17 dias entre 28ºC e 30ºC.
Envelhecimento: 50% de todo o vinho é envelhecido em barris de carvalho francês durante 8 meses.
Avaliações:
Wine Spectator : 82 (06), 86 (07)
Robert Parker : 88 (07)
domingo, 26 de dezembro de 2010
Robert Mondavi Private Zinfandel 2008
A Zinfandel não é uma uma uva muito badalada aqui no Brasil, mas tem bastante destaque nos EUA, principalmente na Califórnia. Um de seus principais produtores é Robert Mondavi.
O seu Private Selection é um vinho leve, fácil de beber e gostar.
Apresentou cor rubi intensa, límpida e brilhante, com lágrimas finas e lentas.
No nariz, aromas pouco pronunciados, frutados (frutas vermelhas) com toque de baunilha ao fundo. Corpo leve, taninos macios, boa acidez. Pouca estrutura. Persistência média, agradável.
Degustei com gnocchi ao sugo e a combinação foi muito boa. Um ressaltou o outro. Exemplo claro de como a comida pode valorizar um vinho. Só achei que o preço é um pouco alto para o que o vinho oferece (90 reais na Wine).
Classificação do vinho sozinho: bom.
Classificação do vinho com gnocchi: muito bom.
FICHA
Produtor: Robert Mondavi
Tipo: Tinto - Zinfandel
Safra: 2008
Região: California
País: Estados Unidos
Uvas: Zinfandel (Primitivo)
Graduação Alcoólica: 13.5%
Temperatura de Serviço: 15oC
Envelhecimento: 12 meses em barricas de carvalho francês e americano.
Diretrizes Enogastronômicas: Ideal para massa de molho cremoso, lombo suino, embutidos (salame, lingüiça), cabrito e gnocchi e a deliciosa macarronada com bastante molho de tomate.
Tipo: Tinto - Zinfandel
Safra: 2008
Região: California
País: Estados Unidos
Uvas: Zinfandel (Primitivo)
Graduação Alcoólica: 13.5%
Temperatura de Serviço: 15oC
Envelhecimento: 12 meses em barricas de carvalho francês e americano.
Diretrizes Enogastronômicas: Ideal para massa de molho cremoso, lombo suino, embutidos (salame, lingüiça), cabrito e gnocchi e a deliciosa macarronada com bastante molho de tomate.
Ode ao Vinho
Vinho cor do dia
vinho cor da noite
vinho com pés púrpura
o sangue do topázio
vinho,
estrelado filho
da terra
vinho, liso
como uma espada de ouro,
suave
como um desordenado veludo
vinho encaracolado
e suspenso
amoroso, marinho
nunca coubeste em um copo,
em um canto, em um homem,
coral, gregário és,
e quando menos mútuo.
O vinho
move a primavera
cresce como uma planta de alegria
caem muros,
se fecham os abismos,
nasce o canto.
Oh tu, jarra de vinho no deserto
com a saborosa que amo,
disse o velho poeta.
Que o cântaro
ao peso do amor some seu beijo.
Amo sobre uma mesa,
quando se fala
à luz de uma garrafa
de inteligente vinho.
Que o bebam,
que recordem em cada
gota de ouro
ou copo de topázio
ou colher de púrpura
que trabalhou no outono
até encher de vinho as vasilhas
e aprenda o homem obscuro,
no cerimonial de seu negócio,
a recordar a terra e seus deveres.
a propagar o cântico do fruto.
Pablo Neruda
sábado, 25 de dezembro de 2010
Avaliação de Vinhos III - O Exame Gustativo
Perceber e depois descrever o sabor de um vinho na boca é algo difícil e requer prática. Só consiguiremos treinando, praticando. Quando estamos começando, logo de cara, podemos nos deparar com duas situações básicas: ou um vinho é tão simples que não conseguimos descrevê-lo por falta de estímulo gustativo ou ele é complexo, tem o que apresentar e as sensações vem aos nosos sentidos de maneira tão incontrolável que temos dificuldade para ordená-las. O segredo é ter calma, paciência e começar a ordenar nosso pensamento e observar cada nuance de uma vez. Muitos dos sabores do vinho se revelam sequencialmente, numa cascata de sensações, que variam de vinho para vinho. É recomendável que se siga uma sequencia natural quando tenar colocar em palavras o que se estiver saboreando, achar comparações.
A técnica manda colocar um gole não exagerado de vinho na boca, deixá-lo girar, de modo a permitir que ele entre em contato com as diferentes regiões da lingua, que são especializadas em sentir sabores diferentes conforme a topografia. Um bom vinho deve ter sabores agradáveis de boa intensidade, é obvio. Mas é importante perceber que cada vinho tem suas características e sua "proposta". Você pode não gostar de vinhos doces ou fortificados, mas se você está bebendo um, tem que ter em mente que ele vai se comportar como tal, e o que ele vai oferecer está dentro de sua proposta, seu objetivo, aquilo para o qual ele foi concebido. Em um vinho seco não se espera encontrar sabor doce.
Descrevem-se os sabores: doce, ácido, amargo, salgado (este não deve existir no vinho, mas, em certos vinhos de aromas minerais, percebem-se sabores também minerais ou metálicos que lembram o salgado).
Descrevem-se as sensações gustativas:
CORPO: sensação de opulência provocada pelo vinho à boca. Vinhos de bom corpo ou encorpados são vinhos untuosos na boca e nos dão a sensação de que poderíamos mastigá-lo. Vinhos de pouco corpo ou "magros" são vinhos "aguados".
TANICIDADE: É a sensação de secura da boca. É provocada pelos taninos do vinho.
A técnica manda colocar um gole não exagerado de vinho na boca, deixá-lo girar, de modo a permitir que ele entre em contato com as diferentes regiões da lingua, que são especializadas em sentir sabores diferentes conforme a topografia. Um bom vinho deve ter sabores agradáveis de boa intensidade, é obvio. Mas é importante perceber que cada vinho tem suas características e sua "proposta". Você pode não gostar de vinhos doces ou fortificados, mas se você está bebendo um, tem que ter em mente que ele vai se comportar como tal, e o que ele vai oferecer está dentro de sua proposta, seu objetivo, aquilo para o qual ele foi concebido. Em um vinho seco não se espera encontrar sabor doce.
Descrevem-se os sabores: doce, ácido, amargo, salgado (este não deve existir no vinho, mas, em certos vinhos de aromas minerais, percebem-se sabores também minerais ou metálicos que lembram o salgado).
Descrevem-se as sensações gustativas:
CORPO: sensação de opulência provocada pelo vinho à boca. Vinhos de bom corpo ou encorpados são vinhos untuosos na boca e nos dão a sensação de que poderíamos mastigá-lo. Vinhos de pouco corpo ou "magros" são vinhos "aguados".
TANICIDADE: É a sensação de secura da boca. É provocada pelos taninos do vinho.
GÁS: só deve ser percebido nos vinhos espumantes e frisantes e na boca, causa o efeito de uma agulha ou picadinha.
TEOR ALCOÓLICO: o álcool confere uma sensação de calor à boca.
EQUILÍBRIO: é a harmonia entre acidez, doçura, amargor, tanicidade e teor alcoólico. Em um vinho equilibrado nenhum desses aspectos gustativos sobressai entre os demais, causando uma sensação complexa e agradável. Os vinhos podem ter, em sua intensidade, características fracas, médias ou intensas, podendo ou não tê-las em equilíbrio.
TEOR ALCOÓLICO: o álcool confere uma sensação de calor à boca.
EQUILÍBRIO: é a harmonia entre acidez, doçura, amargor, tanicidade e teor alcoólico. Em um vinho equilibrado nenhum desses aspectos gustativos sobressai entre os demais, causando uma sensação complexa e agradável. Os vinhos podem ter, em sua intensidade, características fracas, médias ou intensas, podendo ou não tê-las em equilíbrio.
Descrevem-se sensações complexas:
RETROGOSTO: é a sensação olfatória percebida ao se aspirar o ar com o vinho ainda na boca, percebida na cavidade nasal, após os odores passarem pela orofaringe.
RETROGOSTO: é a sensação olfatória percebida ao se aspirar o ar com o vinho ainda na boca, percebida na cavidade nasal, após os odores passarem pela orofaringe.
PERSISTÊNCIA: é quanto tempo dura a sensação gustativa permanece. É curta se dura até 3 segundos; média se de 4 a 7 segundos e longa, se acima de 8 segundos.
Agora, é colocar em prática!
Avaliação de Vinhos II - O Exame Olfatório
Essa é, na minha opinião, a parte mais divertida e encantadora da degustação. è quando podemos deixar a imaginação voar solta e ninguém, por mais entendido que seja, poderá contradizê-lo. Quem vai provar que aquele vinho não tem cheiro de pimenta e, sim, de cravo?!
Os aromas, longe de serem uma característica estática do vinho, mudam com o tempo de guarda, tempo de aeração a que o vinho foi submetido após aberto e até dos odores do meio em que está sendo degustado. Na garrafa, guardado por meses, anos, décadas, o vinho desenvolve, evolui.
A principal característica dos grandes vinhos, que os diferenciam dos vinhos mais simples, é sua capacidade de evoluir e desenvolver um maravilhoso conjunto de aromas próprios da maturidade.
Primeiro, mantenha o copo sobre a mesa, agite-o com movimentos circulares, deixando o ar se misturar com vinho. Em seguida traga o copo até o nariz e cheire vigorosamente. Coloque seu nariz tanto quanto possivel dentro do copo. Faça associações livres. O nariz se cansa rapidamente, mas também se recupera rapidamente. Espere um pouco e repita a operação.
A primeira coisa que se deve observar é se os aromas do vinho são agradáveis ou não. Aromas desagradáveis significam que o vinho é mal feito, de má qualidade ou está deteriorado.
Um bom vinho deve ter aromas facilmente perceptíveis, embora não necessariamente intensos. Os vinhos inferiores são fracos em aromas. Os grandes vinhos têm aromas intensos ou sutis porém complexos.
Para padronizar a degustação, classificam-se os aromas em grupos:
Aromas Primários:
São aromas provenientes das uvas. Geralmente não persistem no vinho, já que durante a fermentação, além dos produtos finais (álcool e CO2), formam-se muitas substâncias secundárias aromáticas que mascaram os aromas da uva. Em vinhos provenientes de uvas muito aromáticas, como a Moscatel e a Gewürztraminer, o aroma primário dessas uvas pode ser encontrado.
Aromas secundários:
Em geral, são provenientes de muitas substâncias formadas durante o processo de fermentação. Constituem os aromas predominantes nos bons vinhos. O mais comum é o do álcool.
Brancos - os vinhos brancos e rosés geralmente lembram frutas frescas (maçã, abacaxi, pêssego, pêra, etc.), flores (rosa, cravo, jasmim, etc.) e às vezes, aromas mais complexos: aromas adocicados (compota, mel, melado, etc.), aromas vegetais ou herbáceos (feno, grama, hortelã, menta, etc.) e minerais (petróleo, etc.).
Tintos - nos vinhos tintos, em geral, encontramos aromas de frutas vermelhas (cereja, amora, groselha, cassis, etc.), de frutas secas (ameixa, avelã, amêndoa, nozes, passas, etc.), de especiarias (pimenta, canela, baunilha, noz moscada, orégano, tomilho, alcaçuz, anis, etc.) e vegetais ou herbáceos (feno, grama, hortelã, menta, etc.), aromas animais (couro, suor, etc.), aromas empireumáticos (torrefação, tostado, defumado, tabaco, café, chocolate, açúcar-queimado, etc.), aromas de madeira (baunilha, serragem, etc.), aromas adocicados (compota, mel, melado, etc.), aromas químicos e etéreos (acetona, álcool, enxofre, fermento, pão, leite, manteiga, etc.) e muitos outros aromas.
Aromas terciários:
Representam o conjunto dos aromas anteriores, somados aos aromas mais complexos, originados durante o amadurecimento do vinho na barrica de madeira e/ou ao seu envelhecimento na garrafa. São aromas ditos "evoluídos" e constituem o chamado buquê que existe nos bons vinhos tintos e em alguns brancos de excepcional qualidade.
Os aromas, longe de serem uma característica estática do vinho, mudam com o tempo de guarda, tempo de aeração a que o vinho foi submetido após aberto e até dos odores do meio em que está sendo degustado. Na garrafa, guardado por meses, anos, décadas, o vinho desenvolve, evolui.
A principal característica dos grandes vinhos, que os diferenciam dos vinhos mais simples, é sua capacidade de evoluir e desenvolver um maravilhoso conjunto de aromas próprios da maturidade.
Primeiro, mantenha o copo sobre a mesa, agite-o com movimentos circulares, deixando o ar se misturar com vinho. Em seguida traga o copo até o nariz e cheire vigorosamente. Coloque seu nariz tanto quanto possivel dentro do copo. Faça associações livres. O nariz se cansa rapidamente, mas também se recupera rapidamente. Espere um pouco e repita a operação.
A primeira coisa que se deve observar é se os aromas do vinho são agradáveis ou não. Aromas desagradáveis significam que o vinho é mal feito, de má qualidade ou está deteriorado.
Um bom vinho deve ter aromas facilmente perceptíveis, embora não necessariamente intensos. Os vinhos inferiores são fracos em aromas. Os grandes vinhos têm aromas intensos ou sutis porém complexos.
Para padronizar a degustação, classificam-se os aromas em grupos:
Aromas Primários:
São aromas provenientes das uvas. Geralmente não persistem no vinho, já que durante a fermentação, além dos produtos finais (álcool e CO2), formam-se muitas substâncias secundárias aromáticas que mascaram os aromas da uva. Em vinhos provenientes de uvas muito aromáticas, como a Moscatel e a Gewürztraminer, o aroma primário dessas uvas pode ser encontrado.
Aromas secundários:
Em geral, são provenientes de muitas substâncias formadas durante o processo de fermentação. Constituem os aromas predominantes nos bons vinhos. O mais comum é o do álcool.
Brancos - os vinhos brancos e rosés geralmente lembram frutas frescas (maçã, abacaxi, pêssego, pêra, etc.), flores (rosa, cravo, jasmim, etc.) e às vezes, aromas mais complexos: aromas adocicados (compota, mel, melado, etc.), aromas vegetais ou herbáceos (feno, grama, hortelã, menta, etc.) e minerais (petróleo, etc.).
Tintos - nos vinhos tintos, em geral, encontramos aromas de frutas vermelhas (cereja, amora, groselha, cassis, etc.), de frutas secas (ameixa, avelã, amêndoa, nozes, passas, etc.), de especiarias (pimenta, canela, baunilha, noz moscada, orégano, tomilho, alcaçuz, anis, etc.) e vegetais ou herbáceos (feno, grama, hortelã, menta, etc.), aromas animais (couro, suor, etc.), aromas empireumáticos (torrefação, tostado, defumado, tabaco, café, chocolate, açúcar-queimado, etc.), aromas de madeira (baunilha, serragem, etc.), aromas adocicados (compota, mel, melado, etc.), aromas químicos e etéreos (acetona, álcool, enxofre, fermento, pão, leite, manteiga, etc.) e muitos outros aromas.
Aromas terciários:
Representam o conjunto dos aromas anteriores, somados aos aromas mais complexos, originados durante o amadurecimento do vinho na barrica de madeira e/ou ao seu envelhecimento na garrafa. São aromas ditos "evoluídos" e constituem o chamado buquê que existe nos bons vinhos tintos e em alguns brancos de excepcional qualidade.
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