Preceito básico

O bom vinho não é o que os críticos e os entendidos enaltecem, nem aquele que custa os olhos da cara, nem o que todos bebem. O bom vinho é aquele de que gostamos, o que conseguimos comprar e, principalmente, o que bebemos em boa companhia!


sábado, 7 de abril de 2012

Margaux Private Reserve 2008



Este eu ganhei da amiga Rita. Eu esperava guardá-lo mais um pouco, mas não resisti. E agradou bastante. Chamou atenção pelo grande equilíbrio e maciez.

Cor rubi com reflexos violáceos, não demonstrando sinais de evolução. Inicialmente mostrou aromas de média intensidade, com bom ataque frutado (frutas vermelhas). Com algum tempo de taça, apareceram uma madeira discreta e bem integrada, baunilha e um toque herbáceo. Na boca é que mostrou sua qualidade, com corpo médio, taninos de ótima qualidade, finos e prontos, boa acidez e álcool na medida. Final de média permanência, suculento.
Belo vinho. Classudo.

Classificação LV: muito bom. 

FICHA

Produtor: Schröder & Schÿler
País: França
Região: Bordeaux
Safra: 2008
Tipo: Tinto
Uva: Cabernet Sauvignon (40%), Merlot (30%), Cabernet Franc (20%) e Petit Verdot (10%)
Vinhedos: Vinhedos localizados na area de AOC Margaux. Rendimento limitado a menos de 35hl/ha. Colheita manual.
Vinificação: Vinificação en tanque aberto com controle de temperatura.
Maturação: Maturação em barrica de carvalho de primeiro e segundo uso entre 12 e 15 meses.
Temperatura de Serviço: 18 a 20ºC
Teor Alcoólico: 12,5%
Sugestão de Guarda: de 5 até 10 anos

quinta-feira, 5 de abril de 2012

CADEG - surpresa agradável

O amigo Estevão nos brindou com este post sobre sua recente visita ao Cadeg.

"Num despretensioso final de semana, resolvi seguir o conselho de nosso orientador “VITIVINÍCOLO” (Leigo Vinho). Como eu iria ao Encontro Carioca de Cirurgia Vascular, no Rio de Janeiro, resolvemos passar pelo bendito CADEG (Centro de Abastecimento do Estado da Guanabara), numa quinta–feira.
Localizado no bairro de Benfica, próximo ao campo do Vasco da Gama, sua fundação iniciou por volta de 1932. Após várias tentativas e por insatisfação dos comerciantes da então Capital do Brasil, resolveu-se, em assembléia, criar a associação que o efetivaria em 1955. Após compra de prédio da antiga fábrica de cigarros foi inaugurado na rua Capitão Félix.
Fácil de achar, penso que todos que curtem gastronomia e apreciam bons vinhos precisam dar uma checada. O mercado CADEG é um exemplo vivo do que podemos chamar de intensa movimentação de trabalho. O mercado é um gigantesco galpão que comercializa frutas, legumes, verduras, vinhos, flores e outras plantas.
Indo ao que interessa: encontramos o mercado fácil, fácil, e mais ainda o restaurante  indicado, o BARSA.

Prato escolhido: o seu carro chefe, o Bacalhau do Rei. Vinho escolhido: Alvarinho “Deu La Deu”. Tudo igualzinho ao que nos indicou o "chefe". Não deu outra, quero voltar lá. Bom demais...

Vinho português verde branco, de cor citrina clara, bem frutado, encorpado e com paladar excepcional. Caiu muito bem. Refrescante. Valeu seu preço (R$ 76).
Saímos de lá satisfeitíssimos, certo de que o Cadeg se tornou referência. Mais uma, para nós que adoramos ir à cidade maravilhosa.
O único ponto negativo do CADEG é ser próximo ao Vasco da Gama. Tirando este defeito podem ir que valerá a pena."




Estevão .


Estevão, meu parceiro, tava indo bem até falar do Vascão...

quinta-feira, 29 de março de 2012

Porca de Murça Reserva 2007

A Real Companhia Velha é uma das pioneiras no Brasil. Muito antes da invasão do mercado por zilhões de vinícolas estrangeiras e até antes da pueril febre dos vinhos da "garrafa azul", ela já investia no mercado brasileiro. Não tenho dados, mas acredito que o Porca de Murça (junto com o Periquita) seja um dos maiores sucessos de venda no Brasil. Já havia provado o "genérico" e achado bem "fraquinho", sem muito pra mostrar, mas esse reserva já tem mais categoria, embora não seja brilhante.

Produzido a partir das castas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinto Cão, apresenta cor rubi arrouxeada, densa e pouco transparente. Aromas discretos, com frutas escuras, pimenta e madeira discreta. Na boca bom equilíbrio, corpo médio, taninos um pouco ásperos, boa acidez e álcool justo. Final de média permanência.

É um bom vinho. Com certeza cumpre bem seu papel. Não vai decepcionar, mas não vai impressionar.

Classificação LV: bom.


domingo, 25 de março de 2012

Alma Negra Pinot Noir 2009



Aqueles que me conhecem um pouco sabem da minha preferência escancarada pela Pinot Noir. E tenho provado vários, de diferentes lugares e estilos. Embora meu gosto pessoal recaia sobre o estilo Borgonha, já provei vários PN que me encantaram.

E foi o caso deste Alma Negra, obra do badalado Ernesto Catena, que, até então, não tinha me impressionado. Vinho muito bom. Tem um forte apelo novo-mundista, mas não perdeu a elegância e não atropelou nada.

Cor rubi clara, translúcida. Aromas com boa complexidade, inicialmente com predomínio frutado (morango, goiaba). Com algum tempo de taça, aparecem toques abaunilhados, cedro e notas florais. Na boca, bastante equilíbrio e elegância, sem excessos. Taninos finos, corpo leve para médio, média acidez e álcool correto. Final de média persistência, agradável.

Agradou bastante. Com certeza recomendo.

Classificação LV: muito bom. 

FICHA

Produtor: Tikal (Ernesto Catena)
País: Argentina
Região: Mendoza
Safra: 2009
Uva: Pinot Noir 100%
Vinhedos: Vinhedo localizado a 1.300m em Tupungato, Mendoza.
Vinificação: Tradicional.
Maturação: 50% do vinho em barricas de carvalho por 14 meses (30% novas).
Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC
Teor Alcoólico: 14% Vol.
Sugestão de Guarda: até 5 anos

domingo, 18 de março de 2012

Gran Sasso Montepulciano D'Abruzzo 2009

Eu ando meio maniado com a Itália. Em função de viagem que recentemente fizemos à Toscana, tive mais contato com os vinhos italianos e a paixão foi inevitável.
Esse vinho foi um presente do amigo Estevão, parceiro que fez a viagem conosco e que também foi contaminado pelo vírus da enofilia.

Cor rubi arrouxeada, com média transparência. Aromas de qualidade e presença, com frutas escuras e notas balsâmicas e defumado. Bastante equilíbrio na boca, com taninos macios, álcool na medida e acidez vibrante. Final de média permanencia.

Bastante gastronômico. Harmonizou muito bem com um risoto ao funghi.

Classificação LV: bom.

Valeu, Estevão!

sexta-feira, 16 de março de 2012

Splendore 2007 - esse sim!


Em função das recentes decepções com espanhóis pontuados, abri este com o pé atrás, mas o vinho, definitivamente, encantou. Esse vale os 91 pontos RP que levou.

O rótulo chama atenção pela feiura. Já o vinho tem uma bonita cor rubi violácea, com boa transparência. Aromas exuberantes, com frutas escuras, tons florais (violeta) e chocolate. Várias camadas, boa complexidade. Na boca, corpo médio, taninos macios, acidez um pouco abaixo do desejado, mas sem comprometer. Álcool na medida. Final longo, aparecendo uma madeira discreta, harmoniosa. Deixa sempre o desejo do próximo gole.

A garrafa simplesmente evaporou. Bem poderia ser uma magnum, mas isso é só para blogs mais abastados.

Classificação LV: muito bom.

quinta-feira, 15 de março de 2012

O Cadeg, o Barsa, o bacalhau e o alvarinho

Neste feriadão de carnaval, passado no Rio de Janeiro, aproveitei para dar uma conferida numa indicação do amigo BK, do blog Wineleaks.
O Cadeg é uma excelente opção para comprar vinhos no Rio de Janeiro, com preços geralmente abaixo dos praticados no mercado, o que pude conferir in loco. Além disso, para quem, como eu, tem seu lado gourmet, vai encontrar várias lojas com produtos de primeira. E justo ali, na improvável Benfica.
Dentre as várias opções para o almoço, o Barsa é uma bela pedida. Especialmente o seu Bacalhau Rei, que é show de bola.



Melhor ainda se for acompanhado do alvarinho De La Deu, bem geladinho, para compensar o calor abrasador que permeia a Cidade Maravilhosa. 


Eta vida difícil!
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